Santa Anita reabre neste sábado para
 treinos no novo piso sintético Pro-Ride

A pista principal do Hipódromo de Santa Anita (foto), na Califórnia, que em outubro vai sediar as provas da Breeders’ Cup, será reaberta neste sábado para os trabalhos matinais. O novo piso sintético de Pro-Ride foi instalado durante as últimas sete semanas, substituindo o Cushion Track que deu muitos problemas no início do ano, com a direção de Santa Anita sendo obrigada a cancelar um total de 11 reuniões em razão do alagamento da raia.

Ao todo, 14,5 mil toneladas de areia, polímeros e fibras foram utilizados na nova pista, espalhados numa camada média de 35 centímetros, que pela primeira vez será oficialmente utilizada em um hipódromo, embora seja usual na Austrália, seu país de origem. O Cushion Track, de origem inglesa, continuará sendo utilizado no outro hipódromo de Los Angeles, Hollywood Park, que na próxima segunda-feira fecha por cinco dias para manutenção da raia.

 Put it Back voltará ao Brasil, e Wild Event  seguirá para a seção argentina do Haras Santa  Maria de Araras

O Haras Santa Maria de Araras deverá fazer, no próximo primeiro semestre de 2009, uma troca entre seus reprodutores no Brasil e na Argentina.

Put it Back (foto), com 10 anos e que este ano serviu na Argentina, após ter permanecido os quatro anos anteriores atuando no Brasil, deve retornar ao país, enquanto Wild Event, de 15 anos e no Brasil desde 2002, deverá ser enviado para cobrir as éguas que o Santa Maria de Araras possui em seu haras na Argentina.

 Cavalos japoneses, que sempre se deram bem  na Austrália, não vão para a Melbourne Cup (G.1)

Nenhum cavalo japonês irá disputar as duas milhas da Melbourne Cup (G1), a mais importante prova australiana, dia 4 de novembro, no Hipódromo de Flemington Park, ou mesmo os dois outros grandes clássicos internacionais, os 2.040 metros da Cox Plate (G1), em Moonee Valley, dia 20 de outubro; e a milha e meia da Caulfield Cup (G1), em Caulfield, no final de semana seguinte.

A decisão foi tomada pela Bio-Security Australia, uma vez que tanto na Austrália como no Japão houve surtos recentes de gripe eqüina. Para contornar o problema, uma quarentena mais extensa que a normal seria necessária. Por outro lado, há uma questão também crucial que, pensava-se, afetava apenas as viagens de eqüinos no continente sul-americano: não é possível uma viagem direta de Tóquio para Melbourne, mas apenas via Hong Kong ou Cingapura, que exigem a realização de novas quarentenas para os animais, mesmo que estejam nesses países apenas em razão de baldeações não haveria tempo hábil para os animais japoneses correrem nas três grandes provas australianas. Em 2006, a Melbourne Cup foi vencida pelo japonês Delta Blues (na foto, por dentro) e o segundo colocado foi o também japonês Pop Rock (na mesma foto, por fora).

 Louisiana State Racing Commission também  endurece o jogo contra esteróides anabolizantes

Mais um estado norte-americano quer tentar impedir a utilização de esteróides anabolizantes nas corridas. A Louisiana State Racing Commission decidiu, nesta segunda-feira, que apesar de serem ainda tolerados níveis considerados “normais” de três substâncias endógenas, boldenona, nandrolona e testosterona – naturalmente produzidas pelos animais –, não será mais permitido o uso de stanozolol, outro esteróide anabolizante que ainda é admitido em outros estados. No entanto, qualquer animal de corridas que receber boldenona, nandrolona ou testosterona de forma terapêutica não poderá ser inscrito por um prazo mínimo de 45 dias nos hipódromos de Fair Grounds (foto), Evangeline Downs, Delta Downs e Louisiana Downs. Qualquer violação das regras não apenas desclassificará o animal como acarretará suspensão do treinador por um período entre 60 e 180 dias – na primeira infração – e multa de US$ 1,5 mil. Agora, dos principais estados norte-americanos em que há corridas de cavalos, apenas a Flórida ainda não se decidiu pela proibição dos esteróides anabolizantes.

 
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