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TURFISTA



 
 Miss Renoir, mais uma vitória clássica
 brasileira no Hipódromo de Maroñas

Mais uma vitória clássica de um animal brasileiro no Uruguai. Na reunião de sábado no Hipódromo de Maroñas, em Montevidéu, a égua Miss Renoir (foto), uma filha de Spring Halo e treinada pelo brasileiro Ivo Valter Pereira, venceu de ponta a ponta o Clásico Rufino T. Dominguez, nos 1.200 metros da pista de areia, no tempo de 1'09''76 e na direção do também brasileiro Deividi Gaier. Foi a quarta vitória seguida de Miss Renoir, a segunda na esfera clássica, em cinco apresentações. No domingo, a brasileira Piquetera (Public Purse) guerreou muito na fase inicial do Clásico Fomento (G3), nos 2.000 metros, e acabou na quarta colocação na prova vencida pela uruguaia Abadia, uma filha de First American, criada pelo Stud TNT em sociedade com o Haras Don Alfredo. Nos Estados Unidos, o cavalo uruguaio Aquino, importado no ventre do Brasil – seu pai é First American e a mãe é a brasileira Perla Fighter, e também criado pela parceria entre o Stud TNT e o Haras Don Alfredo – venceu um allowance optional claiming com a dotação de US$ 79 mil, disputado sábado, nos 1.407 metros da pista de areia do Hipódromo de Saratoga, em Nova York. O cavalo, que já correu em Dubai, é de propriedade do Team Valor e é treinado por Kiaran McLaughlin.

 Spring House, neto de Itajara,
 vence o Del Mar Handicap (G2)

Herói do Bafra e Mr.Universo, os dois animais brasileiros inscritos pelo treinador Paulo Henrique Lobo nos 2.2.13 metros do Del Mar Handicap (G2), sábado passado no Hipódromo de Del Mar, na Califórnia, correram muito abaixo da expectativa. Heroi do Bafra, um filho de Royal Academy que pertence ao Stud TNT, correu no antepenúltimo lugar durante toda a prova e dessa mesma forma chegou ao disco, na sétima posição, a mais de 15 corpos. E Mr.Universo, um filho de Roi Normand, que pertence a uma sociedade entre seu criador, o Haras Old Friends e o Stud Farda Vencedora, ainda que tentou correr em terceiro na primeira parte do percurso, mas cansou demais no final e terminou na última colocação.

Em compensação, o vencedor da prova que garante a participação do primeiro colocado na Breeders’ Cup Turf (G1) foi Spring House (foto), um filho de Chester House e da égua brasileira Spring Star, uma filha de Itajara e irmã inteira de Verinha, uma das melhores exportações brasileiras para os Estados Unidos – mãe de Cool Conductor, ganhador de prova de Grupo 2 nos Estados Unidos.

De criação da Rio Claro Thoroughbreds (braço norte-americano do Haras São José e Expedictus), R. D. Hubbard & C.Sczesny, Spring House pertence a R. D. Hubbard, ex-proprietário do Hipódromo de Hollywood Park, e é treinado pelo peruano Julio Canani. Spring House, ao marcar 2’11”14 para a distância, estabeleceu novo recorde em Del Mar. Castrado, Spring House tem um irmão de um ano que é um cruzamento totalmente brasileiro realizado nos Estados Unidos, pois o pai desse produtos é o milheiro Leroidesanimaux.

 Mais seis corredores garantem
 presença na Breeders’Cup

Além de Spring House, vencedor no sábado dos 2.213 metros do Del Mar Handicap (G2), outros seis animais garantiram suas presenças nos páreos da Breeder’s Cup, dias 24 e 25 de outubro, no Hipódromo de Santa Anita. A mais importante de todas essas demais provas foi o Pacific Classic (G1), vencido por Go Between (foto), um filho de Point Given, de criação e propriedade de Peter Vegso e treinado por Bill Mott, que ganhou a carreira nos 2.011 metros da pista de polytrack de Del Mar e com dotação total de US$ 1 milhão, por apenas pescoço de vantagem à frente de Well Armed. Uma vitória que lhe dá o acesso aos 2.011 metros da Breeder’s Cup Classic (G1).

Ainda em Del Mar, foram disputadas mais quatro provas que garantiram a presença de seus vencedores nas provas da Breeders’ Cup. O irlandês Whatsthescript (Royal Applause) foi o ganhador do Del Mar Mile (G2), páreo em que o argentino Global Hunter, cuja mãe é a brasileira Griffe de Paris, foi o terceiro colocado, e dessa forma esse cavalo irlandês estará disputando a Breeder’s Cup Mile (G1). No Pat O’Brien Handicap (G2), nos 1.407 metros, o vencedor foi Lewis Michael (Rahy), que assegurou sua presença nos 1.205 metros da Breeder’s Cup Sprint (G1). Também em Del Mar, Dearest Trickski (Proudest Romeo) levantou o Rancho Bernardo Stakes (G3), em 1.306 metros e garantiu presença na nova Breeder’s Cup Fillies & Mares Sprint, ainda sem graduação. Outras duas provas que garantiram participação de seus ganhadores nas provas da Breeder’s Cup foram o Arlington Sprint, em 1.104 metros na pista de grama de Arlington Park, em Chicago, cujo ganhador Mr. Nightlinger (Indian Charlie) estará presente no também novo Breeder’s Cup Turf Sprint, ainda sem graduação, e que será corrido nos 1.306 metros da pista de grama de Santa Anita; e mais Intangaroo (Orientate), que em Saratoga venceu os 1.407 metros do Ballerina Strakes (G1) e agora vai correr o Breeder’s Cup Fillies & Mares Sprint.

Na próxima semana serão disputadas outras duas provas que garantirão a presença de seus vencedores na Breeders’ Cup. O Turfway Fall Championship (G3), na milha e meia da pista de polytrack de Turfway Park, em Kentucky, vai assegurar a participação de seu primeiro colocado na nova Breeder’s Cup Marathon, também em 2.413 metros; e a Woodbine Mile (G1), no hipódromo canadense de Woodbine, em Toronto, que fará que seu ganhador tenha assegurado um posto na Breeder’s Cup Mile (G1).

Outras duas importantes carreiras de Grupo 1 foram disputadas sábado nos Estados Unidos, ambas por potros de três anos na pista de areia do Hipódromo de Saratoga, em Nova York. Ao contrário dos páreos de Del Mar, nenhuma das duas garante presença de seus ganhadores na Breeders’ Cup. Colonel John (Tiznow) levantou os 2.011 metros do Travers Stakes (G1), com US$ 1 milhão de dotação, apenas focinho à frente de Mambo in Seattle. Pyro, sempre tido como um dos melhores potros da geração com três anos, chegou no terceiro posto, a mais de cinco corpos, com Da' Tara, vendedor do Belmont Stakes (G1), na quinta posição, ainda mais longe. E nos 1.407 metros do King’s Bishop Stakes (G1), sempre em Saratoga, o ganhador foi Visionary (Grand Slam).

 Duke of Marmalade vence o Juddmonte  International Stakes (G.1), em Newmarket

Não existe, hoje, em todo o turfe europeu, cavalo capaz de bater Duke of Marmalade (foto), um filho de Danehill, dos 2.011 aos 2.413 metros. O defensor da Coolmore e de Michael Tabor venceu, no sábado, sua quinta prova de Grupo 1 seguida, desta vez o Juddmonte International Stakes, disputado em Newmarket. Embora programado para terça-feira passada em York, o páreo acabou sendo transferido para nova data e hipódromo em razão das chuvas que alagaram York e obrigaram o cancelamento daquela reunião. Antes dessa prova, Duke of Marmalade havia vencido a milha e meia do George VI and Queen Elizabeth Stakes, os 2.212 metros da Tattersalls Gold Cup, na Irlanda, os 2.100 metros do Prix Ganay, na França, e os 2.011 metros do Prince of Wales's Stakes (G1) na Inglaterra. A surpresa na prova foi o segundo lugar de Phoenix Tower (Chester House), que abriu dois corpos e meio de vantagem à frente de New Approach (Galileo), que fazia seu reaparecimento nas pistas desde sua vitória no Derby de Epsom (G1). Essa foi a 17ª vitória em provas de Grupo 1, este ano, do treinador Aidan O'Brien.

Johnny Murtagh, que foi o jóquei de Duke of Marmalade, também chegou, no domingo, à 17ª vitória em provas de Grupo 1 em 2008, levando ao primeiro lugar o potro irlandês Bushranger (Danetime) no Prix Morny (G1), em Deauville na França. Também de propriedade da Coolmore e de Michael Tabor, mas tendo ainda Derrick Smith como sócio, Bushranger é treinado por  David Wachman, que conta com apenas uma pequena parte dos animais da Coolmore e seus sócios.

 Históricas cocheiras da Família Rothschild
 serão vendidas ao Sheikh Maktoum

As bases do turfe francês tremeram no último fim de semana, depois que o treinador Andre Fabre (foto) tornou pública a informação de que as históricas cocheiras da família Rothschild, em Chantilly, estão sendo negociadas com o Sheik Mohammed bin Rashid al Maktoum, que pretende, a partir do próximo ano, manter mais de 70 animais em atividade na França, todos com Andre Fabre, e fora do tradicional “guarda-chuva” da Godolphin, que seguirá com animais em Newmarket e em Dubai, com o treinamento de Saeed bin Suroor.

Fabre também revelou que pretende diminuir o número de proprietários para quem cuida, deixando de lado os animais da família Rothschild e, obviamente, alguns outros de propriedade da irlandesa Coolmore, a história rival da família Maktoum. O valor da operação de compra das cocheiras em Chantilly não foi revelado.

 Irlandesa Front House, pertencente a John  Magnier e Mary Slack, irá correr em Dubai

A rivalidade entre a irlandesa Coolmore, que tem à frente John Magnie, e a Godolphin, dirigida pelo Sheik Mohammed bin Rashid al Maktoum, dirigente máximo de Dubai, sempre esteve próxima dos limites para se tornar guerra aberta deflagrada, com seguidas acusações recíprocas de manipulação de preços em leilões apenas para encarecer um produto que o outro lado deseja, e até manobras desleais de seus pilotos nas pistas. Mas apesar de John Magnier ou a Coolmore agora não aparecerem diretamente, pela primeira vez desde 2005, quando Powerscourt se tornou o primeiro animal da Coolmore a correr em Dubai, terminando quinto colocado na milha e meia da Dubai Sheema Classic (G1) – a potranca irlandesa Front House, uma filha de Sadler's Wells e de sociedade de John Magnier e Mary Slack, a mais conhecida proprietária sul-africana, deverá ser embarcada para correr nos Emirados Árabes no início do próximo ano. A potranca vem de vitória no Gold Circle Oaks (G2), na milha e meia do Hipódromo de Clairwood. Treinada por Mike de Kock, Front House venceu essa prova sul-africana na mesma data em que o argentino Rocks Off, também treinado por Mike de Kock, mas de propriedade do Sheik Mohammed bin Rashid al Maktoum, ganhou a prova anterior da reunião, o Premier’s Champion Stks (G1).

 Trégua entre dirigentes e sindicalistas faz
 La Plata retomar as corridas nesta terça-feira

Depois de canceladas as reuniões de terça e quinta-feira, o Hipódromo de La Plata, o terceiro maior da Argentina, voltará a oferecer corridas nesta terça-feira, depois de um acordo entre a direção do hipódromo e do sindicato dos empregados mensalistas do hipódromo.

Na semana anterior, o boicote dos empregados nas corridas chegou a atos de vandalismo como rasgar os pneus de dos partidores do hipódromo para impedir a realização das corridas. Apesar do acordo entre as partes para possibilitar a realização das duas próximas reuniões, ainda não há perspectivas para o término do conflito sindical, que poderá ser retomado a qualquer momento.

 Associação reclassifica quatro tipos
 de esteróides anabolizantes

A direção da Association of Racing Commissioners International (Arci) resolveu, por unanimidade, reclassificar os quatro tipos de esteróides anabolizantes ainda permitidos, embora cada vez com utilização mais limitada, nas corridas norte-americanas – o estanozolol, a boldenona, a nandrolona e a testosterona – movendo-os do Grupo 4 para o Grupo 3 na listagem de medicações controladas ou proibidas. Segundo Ed Martin, presidente da Arci, a medida foi necessária para que as punições para treinadores e veterinários que continuam medicando seus animais com esses esteróides anabolizantes, sejam mais bem definidas e rigorosas. No Grupo 4 estão incluídas as drogas que, de forma rotineira, são administradas com funções terapêuticas, embora sejam proibidas em corridas, e no Grupo 3 estão as drogas cujo uso não é aceito mesmo em tratamentos quando os animais estão afastados das corridas.

 
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